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Mariza Ferreira Bastidas

Psicóloga CRP 06/149729

A atuação por meio dos estágios na área social, escolar, organizacional, saúde e clínica me permitiu ver que a psicologia nos oferece um universo de possibilidades para atuação. A partir disso, a paixão pela área da saúde foi crescendo e descobri que muito dos sintomas físicos são resultados de como funciona o psicológico do indivíduo e por isso, a psicologia me interessou muito. Percebo que comecei a trilhar o mais doce dos caminhos, a saúde mental, e é nesse campo que desejo me dedicar cada vez mais.
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A Comunicação Conjugal

A Comunicação Conjugal

A comunicação conjugal é um dos elementos que interfere na qualidade do relacionamento entre o casal e também no ambiente familiar, quando existem filhos. A comunicação é um dos aspectos mais importantes na vida do casal e também o que mais gera problemas na relação.

 

A comunicação é um processo que permite as relações entre os indivíduos, ou seja, é um modo de conhecer a outros e se fazer conhecido, em um movimento constante. Todas as relações têm como base a comunicação, esse ato de ouvir e falar que permite transmitir e receber ideias seja no ambiente de trabalho, na escola, entre os amigos, na família ou entre o casal. Muitas vezes, neste processo de comunicação ocorrem falhas, ruídos, bloqueios ou distorções que geram conflitos interpessoais. Mas neste caso, em específico, falaremos sobre a comunicação conjugal, que quando não ocorre de modo efetivo, torna-se a causa de conflitos entre o casal. A mesma comunicação que pode transmitir de modo claro as ideias de um indivíduo , pode também deturpar tais ideias, gerando conflitos na relação.

 

O processo de comunicação é importante para o relacionamento conjugal e por isso faz-se necessário compreender a influência da mesma, o modo como ela ocorre e as dificuldades encontradas pelo casal nesta ação. Talvez, o ato de se comunicar pareça algo simples, mas se fazer entender, parece ser o ponto complexo deste processo. Saber dizer, o que dizer e como fazê-lo pode tornar a compreensão menos complicada, e é por isso que é preciso disposição tanto para falar, quanto para ouvir e buscar compreender o outro no processo de comunicação.

 

A má comunicação pode gerar uma má compreensão, que por sua vez, pode gerar ressentimento e conflitos. Quando um dos indivíduos está falando, espera-se que o outro esteja ouvindo e assimilando o que está sendo falado, pois só assim acontecerá uma comunicação e compreensão bem sucedidas.

 

Uma comunicação mais clara e efetiva gera mais satisfação ao relacionamento conjugal, além de reciprocidade entre o casal. Quando acontece uma má comunicação, a relação acontece baseada em suposições e adivinhações, tornando-se conflituosa.

 

Comportamentos que podem desencadear conflitos

 

Alguns comportamentos, quando são recorrentes, tendem a minar a relação conjugal. Exemplo disso são os aborrecimentos, as críticas, as mágoas, as exigências e a rejeição. Quando uma simples sugestão construtiva, torna-se uma ofensa para o outro, ou um dos cônjuges fala algo propositalmente com a finalidade de entristecer ou magoar o outro e até mesmo um pedido pode soar como uma exigência. Todos esses “ruídos” na comunicação tornam o indivíduo mais sensível e podem se tornar o estopim para uma discussão.

 

Cuidado! Eu entendi o que o outro disse? Como ouvir e me comunicar mais claramente?

 

É importante ter claro o que se quer dizer e estar aberto a interpretações e feedbacks no processo de comunicação. Algumas iniciativas são importantes par tornar-se um bom comunicador e um bom ouvinte, como por exemplo: expressar o que deseja, utilizar um tom de voz sociável, ser específico(a), ser claro (a) nas informações, focar a atenção ao que está sendo dito, pensar antes de falar, perguntar ao invés de supor e estabelecer a empatia.

 

Alguns pontos que podem te auxiliar em sua comunicação conjugal

 

Saber ouvir: Estar atento (a) ao que o outro está dizendo, pois isso demonstra interesse.
Saber falar: Pensar antes de falar e fazê-lo no momento certo e local correto.
Compreender o outro: É importante compreender e respeitar as diferenças de pensamento de ambos.
Má interpretação do que ouviu: Ouvir algo e tirar conclusões precipitadas sem dar a chance do outro se explicar. Talvez o que foi dito não tenha sido compreendido e dar a chance de esclarecimento ao outro é sinal de empatia e interesse em estabelecer uma comunicação e relação mais saudável.
Falta de diálogo: Ficar chateado (a) e alimentar esse sentimento sem procurar o outro para esclarecer a questão.
Alterar o tom de voz: Alterar o tom de voz quando se dirige ao cônjuge. Certamente esse ato vai gerar ainda mais desconforto na relação.
Reconhecer o erro: Reconhecer quando está errado, conversar sobre o assunto, pedir desculpas ou perdão é um ponto muito positivo na comunicação.

 

Por fim, estar disposto a se comunicar é se colocar no lugar do outro, é estar disposto (a) a ouvir, a se explicar, a compreender e se fazer entendido (a), é pedir desculpas e se desculpar, é sinal de respeito e interesse em manter uma relação saudável e duradoura. Pratique!

Mariza Ferreira
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