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Mariza Ferreira Bastidas

Psicóloga CRP 06/149729

A atuação por meio dos estágios na área social, escolar, organizacional, saúde e clínica me permitiu ver que a psicologia nos oferece um universo de possibilidades para atuação. A partir disso, a paixão pela área da saúde foi crescendo e descobri que muito dos sintomas físicos são resultados de como funciona o psicológico do indivíduo e por isso, a psicologia me interessou muito. Percebo que comecei a trilhar o mais doce dos caminhos, a saúde mental, e é nesse campo que desejo me dedicar cada vez mais.
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A Mente Ansiosa

A Mente Ansiosa

A mente ansiosa tende a ser mais vulnerável, com pensamentos que subestimam as próprias potencialidades e temem situações que ainda não foram vividas, ou seja, são indivíduos que sofrem por antecipação.

 

A ansiedade gera pensamentos automáticos e imagens exagerados que faz com que a pessoa imagine que não é capaz de realizar uma determinada atividade, a mente é povoada por pensamentos catastróficos a respeito de situações que ainda estão por acontecer, além de preocupações intensas com a saúde e outros pensamentos que fazem perder o sono. O sujeito ansioso tem dificuldade de lidar com novas situações, tem medo de passar constrangimento em público, de ser alvo de críticas e rejeição. É uma sensação que faz com que a mente boicote a pessoa no dia a dia, impedindo-a de viver o presente.

 

A preocupação excessiva torna-se improdutiva para quem é ansioso, causa nervosismo, inquietação diária, insegurança e impotência, o que faz com que o sujeito tenha uma má qualidade de vida. Ao menor sinal de incerteza, o sujeito transforma uma situação simples em algo complexo, como por exemplo, se seu amigo passou por ele na rua e não o cumprimentou, faz com que este sujeito pense que o amigo não o considera, ou está com raiva dele.

 

Transtorno de ansiedade Social

 

A timidez e a introspecção são naturais, porém o transtorno de ansiedade social prejudica as relações. É uma sensação que atrapalha a pessoa em diversas áreas.

 

O sujeito tem medo da avaliação negativa dos outros, temor de receber uma crítica, seja na escola ou no trabalho. Costuma ter uma autopercepção aumentada dos sintomas e o desempenho social, como por exemplo, pensa que está trêmulo ou ruborizado e tenta esconder as mãos nos bolsos para disfarçar, mas quando não o consegue, a tendência é de que se potencialize a sensação de desconforto.

 

Estratégias para lidar com a Exposição na Ansiedade

 

É importante compreender que a ansiedade vai acontecer nas situações de exposição social, mas também entender que você pode controlá-la sabendo que ela não será extinta adruptamente. Aceite-a, observe o surgimento e desaparecimento da mesma, mas exponha-se e aja como se ela não existisse, treinar esses passos é trabalhar para a diminuição da mesma, ou seja, é um processo para lidar com essa sensação.

 

Diferença entre ansiedade, crises de pânico e transtorno de pânico

 

Ansiedade: O indivíduo apresenta sintomas ansiosos com tensão, irritação, angústia, preocupação e nervosismo, insônia, taquicardia, sudorese fria, cefaléia, tontura e dores musculares na maior partes dos dias.

 

Crises de pânico: São crises acentuadas de ansiedade, com sintomas de náuseas, tremores, taquicardia, sensação de asfixia, medo de ter um infarto, de enlouquecer ou morrer. São crises que surgem repentinamente e podem durar aproximadamente 1 hora.

 

Transtorno do pânico: Quando as crises são mais recorrentes, em que o sujeito tem medo de que ocorram novas crises e passa a ter um significativo sofrimento subjetivo.

 

Como ajudar quem está passando por ansiedade ou crise de pânico?

 

Estar com a pessoa:

 

Esteja perto da pessoa e demonstre empatia, converse com ela para acalmá-la. Você pode dizer a ela que a crise é ruim, mas vai passar e que ela não irá morrer por isso. Faça com que a pessoa mude o foco dos próprios pensamentos.

 

Incentive-a a fazer um exercício de respiração:

 

Fazer uma contagem regressiva de 5 até 0 e tire o foco do que você está sentindo fisicamente, tire o foco da falta de ar, foque apenas na respiração, aprecie a sensação do ar entrando pelas narinas.

 

Focar nos outros sentidos:

 

Faça com que a pessoa mude o foco dos próprios pensamentos. Após o exercício de respiração, pedir para que a pessoa fique imóvel, conte de 0 até 5, expire e inspire, foque os pensamentos em seu entorno, observando (visão) as características ao seu redor sem julgar (por 1 min), procure ouvir (audição) os sons (por 1 min), perceba os cheiros (olfato) por um minuto, notar algo que poderia sentir o gosto (paladar), pedir que toque (tato) algo com as pontas dos dedos, tente descrever as sensações, sem julgá-las como boas ou ruins. Sinta o peso do corpo sobre o chão, observe onde a ansiedade ou o peso está em seu corpo e aceite essa ansiedade, imagine que essa sensação é uma fumaça negra dentro de você, inspire e expire e imagine essa fumaça negra, sopre-a para bem longe, imagine-a se formando fora de você e mentalize que ela está movendo-se para longe de você.

Mariza Ferreira
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