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Mariza Ferreira Bastidas

Psicóloga CRP 06/149729

A atuação por meio dos estágios na área social, escolar, organizacional, saúde e clínica me permitiu ver que a psicologia nos oferece um universo de possibilidades para atuação. A partir disso, a paixão pela área da saúde foi crescendo e descobri que muito dos sintomas físicos são resultados de como funciona o psicológico do indivíduo e por isso, a psicologia me interessou muito. Percebo que comecei a trilhar o mais doce dos caminhos, a saúde mental, e é nesse campo que desejo me dedicar cada vez mais.
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O luto

O luto é um processo natural e frequente na vida de um indivíduo e é caracterizado pela perda do vínculo entre uma pessoa e seu objeto de afeto. Com isso, entende-se que o luto não está relacionado somente à morte, mas a toda perda real ou simbólica no decorrer do desenvolvimento humano. Assim, o luto pode ocorrer através de perdas físicas e psíquicas, no âmbito social, pessoal, familiar e profissional do sujeito. O luto acontece a partir do momento em que nascemos, pois somos separados do corpo da mãe, essa é a primeira perda. No desenvolvimento humano, quando uma criança renuncia ao seu corpo infantil e se torna adolescente e, com o processo natural do desenvolvimento há sempre uma perda constante até o envelhecimento.

 

O luto nada mais é do que uma resposta à perda, é um evento puramente mental e natural, que faz parte do desenvolvimento humano e pode ser superado com o decorrer do tempo. Porém, é um processo doloroso e lento, no qual o indivíduo sente uma profunda tristeza, não consegue substituir seu objeto de amor e tampouco tem interesse por atividades do mundo externo.

 

O luto é um processo composto por estágios como a negação, a raiva, a barganha, a depressão e a aceitação. A duração de todo esse processo é variável, pois somos pessoas únicas.

O primeiro estágio é a negação, que é um momento marcado por dúvida, solidão, arrependimento e tristeza. Existe dificuldade de acreditar que será possível viver sem o objeto de amor, além da atitude de isolamento.

 

O segundo estágio é raiva, que é o instante em que o indivíduo percebe o que de fato aconteceu e ele se revolta por não poder mudar o ocorrido. Existe uma dificuldade em se conformar e isso gera raiva. É um momento de revolta em que a pessoa tem dificuldade de se relacionar com outras pessoas, porém ela deve ser ajudada.

 

O terceiro estágio é a barganha, que é momento em que o indivíduo imagina negociações internas, muitas vezes são acordos religiosos, pensamentos de mudanças de comportamento como modo de ser salvo dessa situação. O indivíduo costuma mostrar-se mais calmo nesta fase.

 

O quarto estágio é a depressão, que é um momento mais longo com sofrimento intenso em que há sentimento de culpa, impotência, desesperança, desânimo e necessidade de isolamento.

 

O quinto estágio é a aceitação, que é uma fase em que o indivíduo consegue ter uma visão mais concreta e aceitável do ocorrido. A pessoa tem uma sensação de serenidade e consegue enfrentar a saudade de modo mais consciente.

 

Mas todos esses estágios não são regras, pois cada pessoa tem sua subjetividade e portanto poderá se comportar de modo diferente uma da outra, mas o mais importante é que o enlutado possa contar com o apoio e a compreensão de parentes e amigos para atravessar este momento.

Mariza Ferreira
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